24 de setembro de 2026

Empresa apoia conservação de 301 mil hectares de vegetação nativa e investe em corredores ecológicos

Empresa apoia conservação de 301 mil hectares de vegetação nativa e investe em corredores ecológicos
Empresa apoia conservação de 301 mil hectares de vegetação nativa e investe em corredores ecológicos

Companhia apoiou a conservação de vegetação nativa em 2025 e mantém estratégia que integra florestas plantadas e conservação da biodiversidade

Em celebração ao Dia da Árvore, a Bracell chama atenção para um papel que vai além do fornecimento de matéria-prima renovável: a contribuição das paisagens florestais para a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos e a regulação do clima.
Em 2025, a companhia apoiou a conservação de 301 mil hectares de matas nativas nos estados da Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, superando a meta estabelecida para o período. O resultado faz parte de uma estratégia que combina áreas de cultivo sustentável de eucalipto com vegetação nativa, formando mosaicos florestais que conciliam produção e conservação ambiental em diferentes biomas brasileiros.

Nesse modelo, as florestas plantadas fornecem matéria-prima renovável para a produção de celulose, utilizada em produtos como papéis, embalagens, tecidos e aplicações das indústrias farmacêutica e alimentícia. Já as áreas de vegetação nativa contribuem para a manutenção da biodiversidade, dos recursos hídricos, dos serviços ecossistêmicos e das paisagens naturais.
A relação do manejo com a paisagem vai além da responsabilidade de conservar a biodiversidade local, abrindo espaço para ações colaborativas com instituições públicas, organizações ambientais e centros de pesquisa em prol da conservação.

Corredores ecológicos

Um dos exemplos de atuação colaborativa está no interior de São Paulo, onde a Bracell desenvolve ações de restauração com foco na formação de corredores ecológicos em parceria com o Jardim Botânico Municipal de Bauru. A iniciativa busca reconectar fragmentos de vegetação nativa distribuídos em uma região de transição entre Cerrado e Floresta Estacional Semidecidual.
Além de ampliar a conectividade da paisagem e favorecer a circulação da fauna, os corredores contribuem para a dispersão natural de sementes e o estabelecimento de novas espécies vegetais nas áreas em restauração, promovendo o enriquecimento da vegetação e o aumento gradual da diversidade florística.
“A implantação de corredores ecológicos é essencial para a conservação da biodiversidade, pois possibilita a dispersão de espécies e a recuperação de ecossistemas. Essa é mais uma iniciativa que reforça nosso compromisso com o manejo florestal sustentável, conectando áreas produtivas e vegetação nativa”, destaca Márcio Nappo, vice-presidente de Sustentabilidade da Bracell.

Compromisso de conservação

A integração entre produção e conservação ganhou força em 2022, com o lançamento do Compromisso Um-Para-Um, iniciativa da Bracell que estabelece que, para cada hectare de eucalipto plantado, a companhia se compromete a apoiar a conservação de um hectare de vegetação nativa.

Na Bahia, uma das frentes é a parceria com o governo estadual, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para apoiar a conservação do Parque Metropolitano de Pituaçu, uma das áreas remanescentes de Mata Atlântica em Salvador.

A Bracell também possui quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) reconhecidas no estado, que somam mais de 5 mil hectares de áreas protegidas. Entre elas está a RPPN Lontra, no Litoral Norte, com 1.377 hectares e presença de espécies raras e ameaçadas de extinção. A reserva recebeu o título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica da Unesco.

A contribuição das florestas também integra a agenda climática da companhia. Em 2025, as florestas plantadas da Bracell removeram 1,8 milhão de toneladas de CO₂e da atmosfera, enquanto as florestas nativas preservadas responderam por outras 1,6 milhão de toneladas, totalizando 3,4 milhões de toneladas de CO₂e.

Ciência e tecnologia para entender as florestas

Além das ações de conservação, a Bracell investe em pesquisa e monitoramento para ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos ecossistemas e os benefícios socioambientais associados às paisagens florestais.

A companhia opera quatro torres de fluxo instaladas em áreas de florestas plantadas e vegetação nativa na Bahia e em São Paulo. As estruturas monitoram as trocas de carbono e vapor d’água entre a vegetação e a atmosfera e geram informações que apoiam o manejo, o planejamento florestal e estudos sobre a dinâmica dos ecossistemas e sua contribuição para a regulação climática.
Em 2025, a Bracell também passou a participar do programa-piloto de métricas sobre o estado da natureza da Nature Positive Initiative (NPI), como uma das três organizações brasileiras integrantes da iniciativa global. O programa avalia indicadores relacionados a ecossistemas, habitats naturais, condição das paisagens e risco de extinção de espécies e busca contribuir para o desenvolvimento e a harmonização de métricas para mensurar o estado da natureza. “A nossa participação reforça o papel do setor florestal na liderança de agendas relacionadas à natureza, ao integrar tecnologia e uso sustentável da terra. Por meio da aplicação de métricas de natureza, a Bracell fortalece sua capacidade de gerar impactos positivos para biodiversidade, sociedade e negócio”, reforça Márcio Nappo.

Para a companhia, a combinação entre florestas plantadas e vegetação nativa reforça o potencial do setor florestal de contribuir simultaneamente para a produção de matéria-prima renovável, a conservação ambiental e o desenvolvimento da bioeconomia.

“A integração entre florestas plantadas e áreas de vegetação nativa mostra que produção e conservação podem avançar de forma conjunta. Com ciência, tecnologia e monitoramento, ampliamos nosso conhecimento sobre essas paisagens e aprimoramos continuamente nossas práticas de manejo, buscando gerar benefícios para a biodiversidade, os recursos hídricos e o clima. Esse trabalho reflete nossa filosofia de que tudo o que fazemos deve ser bom para a comunidade, bom para o país, bom para o clima e bom para os clientes, e só então será bom para a empresa”, complementa.

Matéria: Josiane Lopes

Foto: Acervo Bracell

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