Fraldas, absorventes, óleo e plástico descartados de forma irregular provocam entupimentos, transbordamentos e risco à saúde
O que é jogado na pia, no ralo ou no vaso sanitário pode voltar para dentro de casa — ou parar no meio ambiente. Em Itapetininga, a Sabesp retira, em média, 15,6 toneladas de resíduos por mês do sistema de esgotamento sanitário, entre as redes coletoras e as estações de tratamento de esgoto. Fraldas, absorventes, preservativos, plásticos, tecidos, restos de alimentos e óleo de cozinha estão entre os materiais encontrados, que contribuem para entupimentos, transbordamentos e danos às tubulações.
Em 2026, a estimativa é de que aproximadamente 187 toneladas de resíduos ao ano sejam retiradas do sistema no município. Até o momento, a Companhia já registrou 1279 ocorrências de entupimento nas tubulações de esgoto, além da retirada de aproximadamente 150 toneladas de resíduos e areia durante serviços de manutenção, limpeza e desobstrução nas estações de bombeamento.
O problema não se limita à rede subterrânea. O descarte inadequado também pode interferir no funcionamento das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), que precisam remover materiais que não deveriam chegar ao sistema para garantir a eficiência do processo de tratamento.
O que não deve ir para a rede de esgoto
Entre os materiais encontrados pela Sabesp durante os serviços de manutenção estão fraldas descartáveis, absorventes, preservativos, cotonetes, fio dental, cabelos, tecidos, panos, plásticos, embalagens e restos de alimentos.
Embora alguns desses itens pareçam pequenos, o problema aumenta quando eles se acumulam nas tubulações. Ao encontrar outros materiais pelo caminho, podem formar bloqueios e impedir o escoamento normal do esgoto.
Quando ocorre uma obstrução, o esgoto pode transbordar para as ruas ou retornar para os imóveis. Em situações mais complexas, a solução pode exigir, além do hidrojateamento e da sucção, a abertura do pavimento para acessar e substituir trechos da tubulação, provocando impactos no trânsito e na rotina dos moradores.
Óleo de cozinha é um dos principais vilões
O óleo de cozinha exige atenção especial. Quando despejado na pia, segue pela tubulação e, ao esfriar, adere às paredes internas da rede. Com o tempo, formam placas de gordura que reduzem o espaço disponível para a passagem do esgoto.
A gordura também facilita a retenção de outros resíduos, criando um efeito cascata que pode levar à obstrução completa da tubulação. Por isso, óleo e gordura não devem ser despejados em pias ou ralos. O recomendado é armazenar o material após o uso e encaminhá-lo a pontos de coleta ou programas de reciclagem.
Água da chuva não deve ser direcionada à rede de esgoto
Outro fator que pode sobrecarregar o sistema são as ligações irregulares de calhas, ralos externos e outros dispositivos de drenagem de água da chuva à rede de esgoto.
A rede de esgotamento sanitário é dimensionada para receber os esgotos gerados nos imóveis. Já a água das chuvas deve ser conduzida pelo sistema de drenagem urbana, sob responsabilidade do município.
Durante períodos de chuva intensa, o lançamento indevido de grandes volumes de água pluvial na rede de esgoto pode provocar sobrecarga, transbordamentos e dificuldades na operação do sistema. Quando são identificadas ligações inadequadas de águas pluviais, a Sabesp comunica o poder público municipal para as providências cabíveis.
Pequenas atitudes evitam grandes problemas
A Sabesp realiza ações preventivas de inspeção, limpeza e manutenção para manter o sistema de esgotamento sanitário em funcionamento. Mas a colaboração da população é fundamental para reduzir ocorrências e evitar transtornos.
Alguns cuidados simples fazem diferença:
- Não despeje óleo de cozinha, gordura ou restos de alimentos na pia;
- Não jogue fraldas, absorventes, preservativos, cotonetes, fio dental, cabelos, tecidos ou outros resíduos no vaso sanitário;
- Não descarte lixo em ralos ou pias;
- Não conecte calhas, ralos externos ou sistemas de drenagem de água da chuva à rede de esgoto;
- Ao identificar vazamentos ou suspeitar de ligações irregulares, comunique a Sabesp.
O descarte correto ajuda a evitar entupimentos, transbordamentos e intervenções nas vias públicas. E, quando o esgoto chega corretamente às estações de tratamento, também contribui para que todo o processo seja realizado com maior eficiência.
Fonte: Comunicação SABESP
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