16 de maio de 2026

Neste domingo (22/03) aconteceu o evento“Eles por Elas nas ruas”, uma mobilização nacional dos homens no combate à violência contra às mulheres.

A mobilização aconteceu em todo o Brasil e em Itapetininga foi organizada pela Abrace (Rede de Amparo aos Direitos da Mulher) e a Ordem dos Advogados de Itapetininga (OAB).

Dezenas de pessoas se reuniram em frente ao Fórum da Praça Peixoto Gomide, durante a feira livre, que teve a participação de diversos grupos e coletivos da cidade.

O evento foi coordenado por Ana Lucia Benedete (presidente da OAB de Itapetininga) e por Samira Albuquerque (dirigente da Rede Abrace e do Inatram – Instituto Nacional de Transparência Municipal).

Para falar sobre o evento “Eles por Elas nas ruas” o Portal das Cidades entrevistou a advogada e ativista Samira Albuquerque.

A Contradição da Violência: Leis Fortes, Números Alarmantes

Samira destacou que o Brasil possui um dos ordenamentos jurídicos mais robustos do mundo, com avanços significativos na Lei Maria da Penha e novas legislações que endureceram penas na última década. No entanto, o primeiro trimestre de 2026 ainda reflete uma “escalada de violência” que desafia as autoridades.

“Não se trata de falta de lei. Para que a legislação seja de fato efetiva, é necessária uma rede coordenada e articulada para que a mulher se sinta segura para romper o silêncio”, pontuou Samira.

A ativista ressaltou o Pacto Unificado dos Três Poderes, lançado em 8 de março, como um instrumento essencial para que delegacias, Ministério Público e Judiciário atuem sem julgamentos, focando na identificação precoce de riscos.

Quebrando a Cultura do Silêncio

Outra questão abordada por Samira é a necessidade da desmistificação de que a violência ocorre apenas em relacionamentos românticos. Ela alertou para a violência intrafamiliar, que pode envolver mães, filhas e outros parentes, independentemente da orientação sexual.

O foco atual é combater a “cultura do silenciamento”: o descrédito que muitas vítimas sofrem ao ouvir que “denunciar não vai dar em nada”. A advogada destaca que o feminicídio é apenas o “ato final” de uma sucessão de exclusões e violências simbólicas que começam na infância.

Projeto Abrace terá Núcleo voltado para Homens em Itapetininga

Comemorando dez anos de atuação junto ao nascimento do Instituto Nacional de Transparência Municipal, o Projeto Abrace anunciou uma expansão importantes: pela primeira vez, haverá um núcleo dedicado exclusivamente ao atendimento e escuta de homens.

O objetivo é tratar as pressões sociais e a educação que alimentam o comportamento agressivo. “Queremos transformar essa realidade de competição e ódio em uma realidade positiva, onde homens e mulheres estejam juntos ombro a ombro”, explicou.

Samira Albuquerque reforçou que o objetivo final é ambicioso, mas necessário: zerar o número de violência doméstica em Itapetininga.

“Onde existe respeito, não há violência“, concluiu, convocando a nova geração a quebrar o ciclo geracional de abusos.

Veja a entrevista completa de Samira Albuquerque ao Portal das Cidades.

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