A agricultura é um dos pilares da economia do sudoeste paulista, mas a sustentabilidade desse setor depende diretamente de uma gestão consciente e eficiente da água. Em um debate recente, especialistas ressaltaram a importância da irrigação e do plantio na palha como técnicas fundamentais para o desenvolvimento agrícola da região, aliando produção e preservação ambiental.
Gestão Hídrica e o Papel dos Agricultores
O debate evidenciou o engajamento dos agricultores da região na gestão de recursos hídricos. Vitor Pereira apresentou dados de um estudo do Cepea-Esalq/USP que revelam a importância socioeconômica da agricultura no sudoeste paulista: o setor é responsável por 40% do PIB e mais de 50% dos empregos locais. “É por isso que os agricultores se organizaram e fundaram a associação para participar da gestão de recursos hídricos nos comitês de bacia”, explicou Pereira.
A ASPIP atua ativamente no Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Paranapanema, sendo inclusive eleita para a vice-presidência, o que demonstra o compromisso dos produtores com o tema. Bruna Soldera, que também participa do comitê, ressaltou a característica agrícola da bacia do Alto Paranapanema e a relevância de uma gestão integrada. “A gestão de recurso hídrico é o coração de um comitê de bacia. Isso tem que ser falado mais”, destacou.
Educação Ambiental como Ferramenta de Mudança
Para Soldera, a educação ambiental é o ponto de partida para qualquer mudança na forma como a água é utilizada. Como coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental do comitê, ela enfatiza que o objetivo é levar conhecimento a todos os segmentos, do produtor rural à indústria, das prefeituras às escolas.
“Tudo começa pela educação”, afirmou. “Primeiro a pessoa precisa conhecer para depois a gente poder cobrar alguma ação, seja na conservação da água ou num uso mais sustentável e econômico”.
O consenso entre os especialistas é claro: a produção agrícola no sudoeste paulista é vital, mas o sucesso depende de uma abordagem que valorize a água como um recurso finito e essencial. A atuação conjunta de associações como a ASPIP, institutos de pesquisa e produtores rurais é o caminho para garantir um futuro mais sustentável para a agricultura e para a região.
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