Foto: Fawaz Onakoya
Mobilização das defesas civis municipal, estadual e federal levou ajuda humanitária a áreas isoladas e decreta emergência no Vale do Ribeira, no interior do estado.
A passagem de uma frente fria associada a áreas de baixa pressão provocou severos transtornos em diversas regiões do estado de São Paulo durante meados de setembro de 2026. O avanço de tempestades severas mobilizou a Defesa Civil e o Governo Federal, culminando no reconhecimento oficial da situação de emergência em municípios atingidos por transbordamentos de rios, vendavais e tempestades de granizo.
As consequências variaram entre enchentes que isolaram comunidades rurais e quedas de granizo que danificaram coberturas residenciais e lavouras.
Vale do Ribeira: Eldorado, Iporanga e Sete Barras
A região do Vale do Ribeira foi uma das mais duramente atingidas. A elevação repentina dos níveis dos rios locais, em especial o Rio Ribeira de Iguape, que chegou a subir cerca de 10 metros acima do leito normal, provocou alagamentos e isolamento de bairros afastados.
Os municípios de Iporanga e Eldorado tiveram decretação de emergência reconhecida e necessitaram de operações com helicópteros e barcos mobilizados pelo Estado para que equipes de resgate levassem ajuda humanitária e mantimentos a comunidades rurais bloqueadas por enxurradas e desbarancamentos.
Em Sete Barras o extravasamento dos cursos d’água forçou o desalojamento de dezenas de famílias. Moradores acolhidos em ginásios municipais contam com o apoio da Defesa Civil enquanto as equipes monitoram o nível das águas para autorizar o retorno seguro às residências.
Mantiqueira: Juquitiba e Piracaia
Nas regiões limítrofes da Grande São Paulo e Serra da Mantiqueira, os acumulados de chuva e a instabilidade atmosférica resultaram em estragos na infraestrutura local.
Juquitiba sofreu com volumes expressivos de chuva em curtos intervalos. O transbordamento de córregos e a saturação do solo provocaram deslizamentos pontuais e interrupções nas vias de acesso a bairros periféricos.
Piracaia teve estado de emergência formalizado após tempestades severas acompanhadas por rajadas de vento e queda de granizo, danificando estruturas urbanas e áreas agrícolas.
Sudoeste Paulista: Itararé
No Sudoeste de São Paulo, na divisa com o Paraná, a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical trouxe tempestades elétricas e episódios de granizo para o município de Itararé.
A força do temporal resultou em destelhamentos de dezenas de residências, além de danos a equipamentos públicos e à vegetação, exigindo ações emergenciais de distribuição de lonas e reparos por parte da Defesa Civil Municipal.
Impactos e Assistência Humanitária
| Município | Principal Causa de Emergência | Principais Danos Registrados |
| Eldorado | Chuvas intensas e enxurradas | Isolamento de comunidades rurais e bloqueio de acessos. |
| Iporanga | Extravasamento de rios | Inundação de áreas baixas e suporte por via aérea/fluvial. |
| Sete Barras | Inundação e alagamentos | Dezenas de pessoas desabrigadas e acolhidas em abrigos. |
| Juquitiba | Chuvas acumuladas | Quedas de barreiras e transtornos nas estradas vicinais. |
| Piracaia | Granizo e vendaval | Danos em telhados e perdas na produção hortifrúti local. |
| Itararé | Granizo e rajadas de vento | Destelhamento de casas e queda de árvores na zona urbana e rural. |
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, publicou portaria reconhecendo a situação de emergência nos municípios. A medida libera o envio de recursos federais suplementares para ações de socorro, restabelecimento de serviços essenciais e assistência às populações atingidas.
As autoridades estaduais mantêm o alerta ligado devido ao solo encharcado nas regiões de serra e encostas.
A recomendação da Defesa Civil para os moradores de áreas de risco é cadastrar o CEP junto ao serviço de alertas (SMS 40199) e acionar imediatamente os serviços de emergência (199 ou 193) ao menor sinal de trincas nas paredes ou desbarancamentos.

