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Etanol de milho avança no interior de São Paulo e se consolida como opção energética

Etanol de milho avança no interior de São Paulo e se consolida como opção energética

Etanol de milho avança no interior de São Paulo e se consolida como opção energética

Historicamente reconhecido como o coração da produção canavieira no Brasil, o interior do estado de São Paulo atravessa uma importante transformação em sua matriz energética.

A expansão acelerada do etanol de milho, antes concentrada na região Centro-Oeste, consolida-se como um vetor de diversificação industrial e eficiência operacional no agronegócio paulista.

O crescimento da produção já está fortalecendo a economia do interior do estado de São Paulo e traz novas perspecitas para o setor energético.

Análises de consultorias do setor e publicações especializadas em economia e energia (como NovaCana, The AgriBiz e Notícias Agrícolas) apontam que a transição para unidades flex (que processam cana e milho) e a criação de usinas dedicadas visam garantir a operação contínua das plantas industriais ao longo dos doze meses do ano, superando os períodos de entressafra da cana-de-açúcar.

Os Polos de Produção no Interior de São Paulo

No mapa produtivo do estado de São Paulo, o milho ganha escala industrial estratégica em regiões produtoras tradicionais de grãos e cana:

Estrutura Operacional e Coprodutos

Diferente do processamento da cana, a produção industrial a partir do milho possui um rendimento superior por tonelada processada e entrega um modelo de economia circular robusto:

Perspectivas Futuras e o Cenário do Mercado Global

Dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e projeções de analistas do mercado de energia indicam que a participação do milho na produção nacional de etanol, que representava cerca de 8% em 2020, aproxima-se da marca de 30% a 40% nas projeções desta década.

No cenário internacional, o mercado global do etanol vive um momento de reconfiguração:

Descarbonização e Combustíveis do Futuro: O etanol de milho surge como insumo estratégico para a produção de SAF (Sustainable Aviation Fuel — combustível sustentável de aviação) e no setor marítimo, impulsionando negociações internacionais e balanços de exportação.

Segurança Energética Mundial: Diante da volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, governos reforçam metas de mistura mandatória de biocombustíveis na gasolina, gerando um aumento substancial na demanda global.

Competitividade com os Estados Unidos: O Brasil se consolida ao lado dos norte-americanos como os maiores players globais na exportação do biocombustível de milho, com a vantagem competitiva brasileira assentada no modelo de integração lavoura-pecuária e no uso sustentável da biomassa para energia.

O interior paulista, com sua malha logística estruturada e robusta cadeia do agronegócio, posiciona-se não apenas como consumidor de biocombustíveis, mas como peça-chave no fornecimento de energia limpa para o mercado interno e externo.

Foto: marie françoise bastien

Autor

  • Edmundo Vasques Prestes Nogueira é jornalista e editor do Portal das Cidades. Formado na Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, há mais de 35 anos trabalha nas áreas de redação e telejornalismo.

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