4 de fevereiro de 2026

Os golpes mais comuns envolvem a criação de páginas falsas na internet, que simulam serviços de consulta de pedágio.

Nesses sites, o motorista é induzido a informar dados do veículo e, em seguida, recebe a cobrança de um valor que não existe, geralmente com a geração de uma chave Pix que direciona o pagamento ao golpista.

Em outra modalidade, boletos falsos são enviados para endereços físicos ou e-mails das vítimas, utilizando informações obtidas de forma irregular.

Quando o motorista procura por serviços de quitação de pedágio em sites de busca, o site falso aparece entre os anúncios e encaminha a o condutor a domínios fraudulentos, nos quais são exibidos falsos débitos em aberto após inserir a placa do carro.

Os valores mostrados são baixos, para dar um ambiente de veracidade, ao simular custo real de um pedágio, além dos dados corretos do automóvel pesquisado.

Na próxima etapa, o usuário, enquanto acreditar ser procedente, realiza o pagamento do falso débito via Pix.

A quantia, então, é transferida a contas abertas em fintechs, para dificultar o rastreamento dos valores.

Segundo a empresa “Kaspersky”, especializada em cibersegurança, mais de 50 domínios falsos foram criados a partir de dezembro de 2025.

Segundo pesquisadores da Kaspersky, essas fintechs são empresas pouco conhecidas, aparentemente criadas para viabilizar transações suspeitas.

Segundo o Diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres  (ANTT), Guilherme Theo Sampaio,  a consulta e o pagamento das tarifas do Free Flow devem ser feitos exclusivamente nos canais oficiais das concessionárias que administram cada trecho rodoviário.

“Cada rodovia possui sua própria plataforma de atendimento, com orientações claras sobre formas de pagamento e eventuais penalidades em caso de inadimplência”, alerta.

A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) alerta que qualquer cobrança fora dos canais oficiais deve ser ignorada.

Em caso de suspeita de golpe, a orientação é informar o site ou telefone à agência, que atua em conjunto com as concessionárias para derrubar páginas falsas.

Para quem utiliza tag no veículo, o pagamento da tarifa é feito automaticamente, o que reduz o risco de cair em fraudes. Já os motoristas que não utilizam tag têm outra forma segura de quitar a tarifa. A concessionária também conta com quatro bases de atendimento na região de Sorocaba.

Nesses locais, os condutores podem esclarecer dúvidas e pagar as taxas diretamente em totens. O processo é simples e rápido.

Como se proteger

  • Desconfie de anúncios: sempre verifique o link antes de clicar. Dê preferência a acessar o site oficial do serviço de pedágio digitando o endereço diretamente no navegador.
  • Verifique a fonte:Antes de pagar, confirme se o site pertence à concessionária oficial responsável pelo trecho do pedágio.
  • Atenção ao pagar:antes de confirmar qualquer transação, especialmente via PIX, confira os dados do recebedor. Pagamentos para nomes de pessoas físicas em vez de empresas são um grande sinal de alerta.
  • Use uma solução de segurança:instale um antivírus de confiança em seus dispositivos que bloqueie o acesso a sites maliciosos

 

Autor

Por Portal das Cidades

O Portal das Cidades é um site de entrevistas e notícias da região de Itapetininga, num novo formato interativo com as plataformas digitais.

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