Recentemente, a Polícia Militar e a Polícia Federal prenderam em São Paulo operadores financeiros remanescentes e foragidos que atuavam diretamente na lavagem de dinheiro, trazendo contornos de aparente legalidade a recursos obtidos de forma criminosa.
Paralelamente às prisões, o avanço das quebras de sigilo determinadas pelo STF expôs uma vasta lista de imóveis e chácaras na região de Itu que eram utilizados de maneira cruzada por investigados, familiares e gestoras parceiras do banco para ocultação de patrimônio. Relatórios de inteligência financeira apontam que os repasses e transações imobiliárias nessas propriedades serviam de garantia para contratos simulados.
O Esquema dos Regimes de Previdência e a Conexão com o Interior
De acordo com relatórios da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, o esquema operava atraindo recursos de prefeituras e institutos de pensão municipais por todo o Brasil — incluindo inúmeras cidades do interior de São Paulo.
Bilhões de reais de aposentados e pensionistas eram direcionados para investimentos de alto risco ou fundos de crédito fraudulentos controlados pela instituição financeira.
Para que as transações bilionárias passassem pelos radares de compliance e fiscalização sem levantar suspeitas, os operadores do esquema utilizavam CPFs clonados, empresas de fachada e laranjas em diferentes municípios. A utilização de pessoas sem perfil financeiro compatível é usada para mascarar a titularidade de bens ou legitimar a circulação de recursos ilícitos entrou na mira das autoridades de segurança. O objetivo central era pulverizar o rastro do dinheiro e evitar o bloqueio judicial dos bilhões de reais movimentados em fraudes.
Matéria feita com a ajuda do Gemini

