O Ministério Público Federal apresentou uma denúncia contra o prefeito de Sorocaba Rodrigo Manga (Republicanos) por suspeita de integrar uma organização criminosa para desviar recursos em contratos públicos na área da saúde.
Ele também é acusado pelo Ministério Público de corrupção passiva, peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro.
Fazem parte da denúncia Sirlange, esposa de Manga, e outras 11 pessoas. Manga e seus familiares negam ter cometido crimes.
Os procuradores pedem que os envolvidos tenham os bens confiscados, façam o ressarcimento dos valores supostamente desviados e indenizem em R$ 7 milhões a União e o município de Sorocaba.
O processo tramita sob segredo de Justiça e diz respeito ao contrato com a organização social Iase (Instituto de Atenção à Saúde e Educação).
Foram dois contratos entre o governo Manga e o Iase. O primeiro sem licitação com justificativa “emergêncial”, que segundo o Ministério Público Federal não existia.
O segundo passou por concorrência, que segundo a denuncia do MPF, tinha o edital direcionado à organização social.
O Ministério Público Federal afirmou que os desvios vinham de contratos fraudulentos entre o Iase e empresas com quem a organização social negociava.
Parte delas tinha ligação com a diretoria da entidade. É o caso de uma empresa de engenharia cujo sócio tinha familiares em conselhos da organização social.
A defesa de Manga afirma que “a denúncia é fruto de investigação completamente nula, porque iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade manifestamente incompetente”.
A defesa do prefeito afastado de Sorocaba diz que Manga é vítima de perseguição política e que “tem absoluta confiança de que o prefeito e seus familiares não cometeram qualquer ilícito penal”.
Manga está afastado do cargo desde novembro e agora cabe à Justiça decidir se aceita ou não o pedido.
Caso a denúncia seja aceita, os acusados viram réus e vão a julgamento.


