28 de setembro de 2026
O impacto da oscilação térmica na conta de luz e na segurança das redes elétricas
O impacto da oscilação térmica na conta de luz e na segurança das redes elétricas

Os últimos dias foram marcados por uma forte instabilidade climática, alternando manhãs frias com tardes de calor intenso.

Para o consumidor, essa oscilação térmica dita uma mudança brusca na rotina. O dia começa com chuveiros na posição “inverno” ou aquecedores ligados e termina com o uso prolongado de ventiladores e ar-condicionado.

Para a Profª Michele Rodrigues, de Engenharia Elétrica da FEI (Centro Universitário da FEI), atribuir os riscos elétricos ou o aumento do consumo apenas ao clima é um erro de leitura.

Na verdade, o “efeito sanfona” das temperaturas expõe o envelhecimento e o subdimensionamento das instalações elétricas residenciais, além de exigir muito mais esforço dos eletrodomésticos devido à inércia térmica das próprias construções.

O perigo real não é o clima, mas o “perfil de carga” em redes antigas.

A mudança de temperatura não agride os cabos por si só, mas altera drasticamente a demanda da casa. Aparelhos térmicos (chuveiro/aquecedor) demandam correntes elevadas que geram calor na fiação.

Em instalações antigas ou que ganharam novos aparelhos ao longo dos anos sem reavaliação técnica, o calor do ambiente dificulta a dissipação desse aquecimento interno dos fios, acelerando o envelhecimento de conexões (bornes e tomadas) e gerando riscos graves de curtos-circuitos.

Ar-condicionado gasta mais em paredes quentes (Inércia Térmica)

Em tardes escaldantes, o ar-condicionado trabalha o dobro porque precisa retirar o calor armazenado na estrutura física da casa (paredes, teto e móveis), e não apenas resfriar o ar. Além disso, o calor externo severo dificulta a rejeição de calor pela unidade condensadora, forçando o compressor a operar com maior capacidade ou por mais tempo. Mesmo a tecnologia inverter — cuja eficiência sazonal é medida pelo índice IDRS do Inmetro — sofre com esse impacto, o que se traduz diretamente em um salto de consumo em quilowatt-hora (kWh) na conta de luz.

Sinais “invisíveis” de sobrecarga residencial

Antes de o disjuntor cair ou ocorrer um curto-circuito, a rede dá alertas silenciosos. Quedas perceptíveis na intensidade das luzes quando um aparelho forte é ligado, tomadas aquecidas, plugues deformados, pequenos estalos e cheiro de queimado são sinais críticos de queda de tensão ou conexões frouxas. A especialista alerta que o consumidor nunca deve trocar um disjuntor que cai por outro de maior corrente sem redimensionar os fios, sob o risco de eliminar a proteção e derreter a fiação interna. Em vistorias profissionais, o uso da termografia consegue identificar esses pontos de calor antes que fiquem visíveis a olho nu.

Sobre a FEI:

Com mais de oito décadas de tradição, a FEI se destaca entre as instituições de Ensino Superior no Brasil nas áreas de Administração, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial e Engenharia. Referência em gestão, inovação e tecnologia, a FEI já formou mais de 60 mil profissionais e tem como propósito proporcionar conhecimento aos seus alunos por todos os meios necessários, visando à construção de uma sociedade desenvolvida, humana, sustentável e justa, por meio do ensino, pesquisa e extensão.

A FEI faz parte da Companhia de Jesus e oferece cursos de Administração, Ciência da Computação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial e Engenharias – habilitações em Engenharia Civil; Engenharia de Automação e Controle; Engenharia de Produção; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica e Engenharia Mecânica com ênfase Automobilística; Engenharia Química e a primeira graduação em Engenharia de Robôs do País, sendo o maior polo educacional de robótica inteligente da América Latina.

Acompanhando as megatendências mundiais para o futuro, a FEI participou da formulação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Engenharia e Administração, propondo ao Ministério da Educação conceitos de interdisciplinaridade e empreendedorismo, que fazem com que os alunos tenham uma formação mais ampla e alinhada com as transformações tecnológicas.

 

Fonte: CDI Comunicação

Foto: Abdelrahman Ahmed

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