Foto: CPTM
Atualização formalizada no Diário Oficial no início de setembro (2026) estabelece ajustes nas diretrizes técnicas entre a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos para o desenvolvimento do Subsistema Ferroviário Estadual (SFE/SP).
O Governo do Estado de São Paulo, por meio de parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), promoveu uma alteração no plano de trabalho do convênio de cooperação técnica voltado ao planejamento e desenvolvimento da futura malha ferroviária paulista.
A medida tem como foco otimizar os estudos estratégicos para a expansão do transporte de passageiros e cargas em todo o território estadual, incluindo litoral e o interior do estado de São Paulo. A atualização redefine diretrizes, levantamentos topográficos e o fluxo de dados técnicos para a consolidação do Plano Estratégico Ferroviário do Estado de São Paulo (PEF-SP).
O que muda com o novo plano de trabalho
O acordo formalizado entre a SEMIL e a CPTM tem o objetivo de estruturar tecnicamente o Subsistema Ferroviário do Estado de São Paulo (SFE/SP). Com o reajuste do plano de trabalho, a atuação das equipes técnicas passa a integrar dados de demanda mais detalhados e diagnósticos operacionais atualizados.
| Plano de Trabalho | Detalhes da Parceria |
| Órgãos Envolvidos | Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e CPTM. |
| Base Legal | Lei Estadual nº 17.612/2022 (Marco Legal Ferroviário de SP). |
| Foco de Atuação | Transporte interurbano e regional de passageiros e transporte multimodal de cargas. |
| Papel da CPTM | Fornecimento de expertise técnica, mapeamento topográfico e inteligência operacional. |
| Papel da SEMIL | Planejamento macro, coordenação institucional e integração logística regional. |
Mapeamento aéreo e consolidação de novas rotas
Entre as frentes atreladas ao aperfeiçoamento dos estudos está o apoio de novas ferramentas tecnológicas, como serviços de mapeamento aéreo e fotogrametria.
Os levantamentos alimentam os relatórios que definirão quais trechos ferroviários desativados, ociosos ou existentes poderão ser reativados e modernizados.
“A iniciativa visa estruturar diagnósticos e cenários precisos para garantir um portfólio definitivo de investimentos em transporte sobre trilhos, conectando os principais polos produtivos e regiões metropolitanas do interior e da costa ao centro da capital.”
O plano estratégico estuda alternativas para corredores regionais de passageiros (como os Trens Intercidades – TIC) e a segregação de trechos para o escoamento de cargas. Isso busca desafogar as rodovias estaduais e reduzir o custo logístico paulista.
O Subsistema Ferroviário Estadual (SFE/SP)
Criado para oferecer autonomia ao Estado na modelagem e concessão de serviços de transporte sobre trilhos, o SFE/SP possibilita o uso de instrumentos de autorização ferroviária à iniciativa privada.
A adequação no plano de trabalho entre SEMIL e CPTM não implica na operação direta de todas as futuras rotas pela CPTM, mas garante a aplicação do arcabouço técnico da companhia para validar a viabilidade de novos traçados antes de serem leiloados ou concedidos ao mercado.
A expectativa é que a consolidação dos dados técnicos e o relatório final do PEF-SP orientem o mapa prioritário do transporte ferroviário paulista para as próximas décadas.

