A busca crescente do consumidor paulista por uma alimentação livre de agrotóxicos está transformando a paisagem do campo em São Paulo.
O setor de orgânicos, que antes ocupava nichos restritos, agora ganha musculatura graças a uma combinação estratégica de crédito acessível e assistência técnica especializada.
O movimento não apenas atende à demanda por saúde na mesa, mas fortalece o produtor rural, que encontra no modelo sustentável uma forma de valorizar sua mercadoria e preservar os recursos naturais.
Financiamento do FEAP
Um dos grandes pilares dessa expansão é a linha de crédito Projeto Orgânicos Agro SP, vinculada ao Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP).
Criada em 2025, a iniciativa foi desenhada para reduzir os riscos financeiros durante o período de conversão do sistema convencional para o orgânico.
Detalhes da Linha de Crédito | Valores e Condições |
| Limite por Produtor | Até R$ 250 mil |
| Limite para Cooperativas | Até R$ 800 mil |
| Taxa de Juros | 2% a 4% ao ano |
| Prazo de Pagamento | Até 84 meses (ou 120 para componentes florestais) |
| Carência | De 12 a 24 meses |
O caminho para o selo verde
Se o crédito garante o investimento, o Protocolo de Transição Agroecológica (PTA) garante o conhecimento. Criado em uma parceria entre as Secretarias de Agricultura e do Meio Ambiente, o protocolo funciona como um guia para o produtor que deseja abandonar os insumos químicos.
É um processo que apoia o produtor trazendo assistência técnica, extensão rural e todo um procedimento para que ele utilize práticas mais saudáveis, além da regularização da propriedade.
Ao final do processo, o produtor recebe um certificado de transição, um “passaporte” que abre portas para redes de supermercados e feiras especializadas que exigem procedência garantida.
Como participar
O governo estadual disponibilizou em 2025 cerca de R$ 3 milhões para esta linha de crédito. Produtores interessados em iniciar a transição ou expandir sua produção orgânica devem procurar:
- Casas de Agricultura do seu município;
- Escritórios regionais do Itesp (Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo).
Com juros baixos e suporte técnico, a expectativa é que o cinturão verde de São Paulo se torne cada vez mais orgânico, barateando o custo final para o consumidor e garantindo a sustentabilidade do agronegócio paulista a longo prazo.


