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Mesmo em cenário de juros restritivos e com o recente corte marginal de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, cadeias específicas do agronegócio paulista garantiram retorno elevado aos produtores no ciclo recente.
Puxado pela pecuária e biocombustíveis, o desenvolvimento da economia do interior de São Paulo registra setores com rendimento superior a 14% ao ano.
A economia do interior paulista demonstrou forte resiliência e focos de alta rentabilidade ao longo do último ano. Dados consolidados de pesquisas do FGV Agro, da Fundação SEADE e da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontam que, enquanto a taxa de juros permaneceu em patamares elevados antes do recente ajuste de 0,25 ponto percentual, cadeias específicas do agronegócio no interior de São Paulo alcançaram rendimentos anuais bem superiores ao patamar de 14% ao ano.
Destaques de Rentabilidade no Interior Paulista
Mesmo diante de variações nos preços de commodities agrícolas tradicionais (como grãos e cana-de-açúcar in natura), segmentos do setor primário e da agroindústria paulista superaram a marca de dois dígitos de rendimento real:
- Pecuária e Proteína Animal: O segmento de pecuária dentro das propriedades rurais registrou expansão superior a 32% no valor do PIB do setor no ciclo anual, impulsionado pela alta dos preços da carne, leite e ovos, alavancando a rentabilidade dos produtores no interior paulista.
- Agroindústria de Biocombustíveis e Alimentos: Levantamentos do FGV Agro (PIMAgro) apontam que os setores de alimentos processados e biocombustíveis mantiveram ritmo de crescimento e alta rentabilidade de vendas superior a 14%, sustentando o balanço positivo da indústria de transformação estadual.
- Citricultura e Hortifrúti de Alto Valor: Impulsionadas pela valorização dos preços do suco de laranja e frutas no mercado externo, áreas produtoras da região central e do noroeste paulista garantiram retorno forte sobre o capital investido.
O Impacto da Política Monetária e do Agro no PIB
A Fundação SEADE destaca em seus relatórios econômicos que o crescimento do PIB do estado de São Paulo no último ano enfrentou forte pressão da política monetária restritiva, a qual elevou os custos de financiamento do crédito agrícola e industrial.
A recente redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros alivia custos de margem para o produtor rural. Contudo, relatórios do FGV Agro enfatizam que os setores que renderam acima de 14% ao ano foram aqueles que se ancoraram no ganho de eficiência operacional, exportações aquecidas e agregação de valor na agroindústria do interior, superando as barreiras impostas pelo custo do capital.
Matéria feita com ajuda do Gemini

