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Safra de Cana de Açucar 2026/2027 movimenta o agro no interior de São Paulo com Foco no Etanol

Foto: Bruno Kraler

Este ano a safra de Cana de Açucar 2026/2027 movimenta o agro no interior de São Paulo com Foco no Etanol.

O setor sucroenergético de São Paulo vive um momento histórico na temporada.

De acordo com os dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e projeções das principais consultorias de mercado, como a StoneX, o Brasil e a principal região produtora — o Centro-Sul — estão registrando a segunda maior colheita de cana-de-açúcar da história, ficando atrás apenas do recorde absoluto do ciclo 2023/2024.

Impulsionadas pelo clima favorável e alta produtividade, as usinas do interior paulista aceleraram o ritmo das máquinas e iniciaram os trabalhos de forma antecipada.

Corrida nos Canaviais e Moagem Recorde

A colheita, que está em pleno andamento, ganhou tração recorde. Relatórios da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) revelam que o volume processado nas usinas do Centro-Sul na abertura oficial do ciclo teve um salto expressivo de mais de 120% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse ritmo acelerado reflete as ótimas condições de saúde vegetativa dos canaviais paulistas, beneficiados pelo regime de chuvas e clima do ano anterior, elevando a produtividade média no campo.

A Virada do Mix: O Retorno do Perfil Alcooleiro

O grande destaque econômico desta safra é a mudança estratégica na produção. Após ciclos consecutivos priorizando a exportação de açúcar, as usinas de São Paulo mudaram radicalmente a chave e estão direcionando a matéria-prima majoritariamente para as destilarias, consolidando um “mix mais alcooleiro”.

Essa escolha é motivada por dois fatores centrais:

  1. Pressão nos Preços do Açúcar: O mercado internacional do adoçante iniciou 2026 sob pressão, reduzindo as margens de lucro que antes sustentavam recordes de exportação.

  2. Etanol Altamente Competitivo: A forte demanda interna e a remuneração superior do biocombustível tornaram a fabricação de etanol muito mais atraente e lucrativa para o produtor.

Segundo estimativas da Conab, enquanto a produção nacional de açúcar deve sofrer uma leve retração, a fabricação total de etanol (somando cana e milho) projeta um crescimento vigoroso de até 8,5% na temporada, podendo cravar um novo recorde histórico de mais de 40 bilhões de litros.

O etanol hidratado — utilizado diretamente nas bombas — lidera essa arrancada produtiva, garantindo ampla oferta e mantendo a competitividade direta frente à gasolina nos postos de combustíveis.

Com os pátios industriais do interior de São Paulo operando em capacidade máxima, a safra 2026/2027 não apenas consagra a resiliência agrícola do estado, mas também reposiciona o etanol como o grande protagonista econômico e ambiental da transição energética do país.

Para entender melhor as projeções de volume e as primeiras expectativas de moagem desenhadas no polo produtor de Ribeirão Preto, assista à análise da Safra brasileira de cana deve alcançar 635 milhões de toneladas, que detalha a queda técnica do açúcar frente à forte preferência pelo etanol.

Matéria feita com ajuda do Gemini

Autores

  • O Portal das Cidades é um site de entrevistas e notícias da região de Itapetininga, num novo formato interativo com as plataformas digitais.

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  • Edmundo Vasques Prestes Nogueira é jornalista e editor do Portal das Cidades. Formado na Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, há mais de 35 anos trabalha nas áreas de redação e telejornalismo.

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