Nesta quinta-feira (21/05) a Polícia Civil do Estado de São Paulo e o Ministério Público do Estado deflagraram Operação Vérnix, voltada ao combate aos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça decretou seis prisões preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos — incluindo automóveis de luxo — e quatro imóveis vinculados aos investigados.
A operação conduzida pela Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Presidente Prudente apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras envolvendo influenciadores e integrantes de uma facção criminosa.
Segundo os investigadores, foram identificadas movimentações milionárias sem lastro econômico compatível, uso de empresas de fachada, contas utilizadas para circulação de valores e aquisição de bens de alto padrão para ocultar a origem ilícita dos recursos. A apuração teve início após a apreensão de um celular durante a fase de uma operação anterior, a Lado a Lado, cujo conteúdo revelou conversas com pessoas ligadas à cúpula da organização criminosa e indícios de repasses financeiros.
A operação também possui desdobramentos internacionais. Três investigados, que estariam na Itália, Espanha e Bolívia, tiveram inclusão solicitada na Lista Vermelha da Interpol, com apoio da Polícia Federal e do Ministério Público, para localização e adoção das medidas legais cabíveis.
As apurações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, que indicavam a atuação de lideranças criminosas, além de possíveis ameaças contra agentes públicos.
No decorrer das investigações, a Polícia Civil instaurou três inquéritos policiais sucessivos, que permitiram identificar uma estrutura utilizada para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita por meio de empresas e pessoas interpostas.
As diligências também apontaram conexões entre investigados e integrantes da organização criminosa, além da utilização de estruturas empresariais e patrimoniais para dificultar o rastreamento da origem e destinação dos recursos.
A ação contou com apoio operacional do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) no cumprimento das diligências. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, a Operação Vérnix representa mais um avanço no enfrentamento ao crime organizado, especialmente no combate à lavagem de capitais e ao enfraquecimento das estruturas financeiras utilizadas por facções criminosas.
Fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública

