13 de janeiro de 2026

Dia 30 de agosto de 2025, às 19h, no auditório Alcides Rossi, aconteceu o concerto inaugural da Banda Sinfônica do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus de Itapetininga. O evento é a concretização de um projeto que se iniciou em 2024, uma iniciativa para oferecer à comunidade uma oportunidade de aprendizado musical de forma gratuita.A apresenção,regida pelo Maestro Emanuel Benedito de Melo,foi um grande sucesso,aplaudido pelo público que lotou o auditório AlcidesRossi.

Carolina Mandarini, Diretora Geral do Campus de Itapetininga do IFSP, enfatiza o papel da banda sinfônica no contexto atual, em que os jovens estão cada vez mais dependentes de telas e redes sociais. Ela explica que a banda oferece uma alternativa para que os estudantes se ocupem e se conectem, promovendo a interação e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Para Carolina, a banda humaniza a relação entre alunos e professores, mostrando que a dificuldade faz parte do processo de aprendizado de todos.

O professor de física Emanuel Benedito de Melo, Coordenador do Projeto Banda Sinfônica, explica que a ideia surgiu da observação de que países com educação de excelência costumam ter bandas em suas escolas, e também de sua experiência pessoal com a música. “A música traz benefícios para a aprendizagem, para a autoestima, superação, organização, tira a ansiedade”, diz. Ele ainda ressalta que o projeto busca o exercício da coletividade, do trabalho em equipe e do aperfeiçoamento constante.

Do saxofone ao trompete: a riqueza sonora da banda sinfônica

Emanuel esclarece que a banda sinfônica, diferente da orquestra, não conta com a família das cordas, como violinos e violoncelos. Em vez disso, valoriza a parte acústica com instrumentos de sopro e percussão. A formação inclui instrumentos das famílias de madeiras (clarinete, saxofone), metais (trompete, trombone) e percussão.

O coordenador conta que os instrumentos foram adquiridos através de uma emenda parlamentar da deputada federal Luiza Erundina, destacando o rigoroso processo licitatório para garantir a qualidade dos equipamentos. A banda é composta por 40 a 50 pessoas, entre alunos do IFSP e membros da comunidade que se inscreveram por meio de um edital de chamamento. Muitos aprenderam a tocar do zero, evidenciando o caráter inclusivo e educativo da iniciativa.

A aluna Melissa Cafundó, estudante do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio e participante do projeto Banda Sinfônica, que toca saxofone na banda, compartilha sua experiência. Ela, que sempre teve contato com a música na igreja, ressalta que o projeto a permitiu, pela primeira vez, aprender a ler uma partitura e tocar um instrumento de forma mais aprofundada. Melissa também destaca o alto custo dos instrumentos musicais, reforçando a importância da gratuidade do projeto.

A música como ponte entre gerações e disciplinas

Apesar de cursar o técnico em informática, na área das exatas, Melissa enxerga a música como algo profundamente matemático. “Toda a parte dos ritmos, a divisão, é um negócio muito matemático”, afirma. No entanto, o projeto vai além da teoria. Para a aluna, a banda é um espaço de socialização, de trabalho em equipe e de aprendizado mútuo, onde alunos e professores se unem para criar algo juntos. “Quebra o gelo”, diz Melissa, sobre a experiência de aprender e superar desafios lado a lado com os próprios professores.

Mais que música: pesquisa, extensão e inclusão

A Banda Sinfônica do IFSP de Itapetininga é um projeto de extensão, pesquisa e ensino. Através dela, o campus realiza pesquisas na área de acústica e oferece bolsas para estudantes que atuam como monitores, auxiliando no aprendizado dos colegas e na gestão do projeto. O professor Emanuel destaca que a iniciativa não se restringe aos jovens, acolhendo pessoas de diversas idades que desejam aprender ou voltar a tocar um instrumento. “Vejo que a banda tem sido um lugar de encontro para essas pessoas”, conclui.

O concerto inaugural da banda sinfônica do IFSP de Itapetininga é um passo importante para a democratização da cultura na cidade. O projeto mostra como o ensino público pode ir além da sala de aula, oferecendo oportunidades de crescimento pessoal e coletivo, e contribuindo para a construção de uma sociedade mais rica e conectada.

Veja a entrevista completa.

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Por Portal das Cidades

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