Esta aberta a discussão sobre a revisão do Plano Diretor de Itapetininga, um documento que define a expansão urbana da cidade para os próximos 10 anos.
Esse planejamento, previsto pela lei do Estatuto das Cidades, define as regras para que o crescimento do município seja feito de forma ordenada, atendendo as necessidades da população.
Algumas áreas da cidade causam preocupação pela expansão de empreendimentos imobiliários, e já vivenciam os problemas desse crescimento.
É o caso da região que compreende a Vila Labrunetti, a Vila Apolo e parte do bairro da Chapadinha, local onde novos empreendimentos imobiliários já enfrentam problemas de infraestrutura e segurança, inclusive ocasionando prejuízos materiais aos futuros moradores.
Segundo Alec Galvez, professor do Instituto Federal São Paulo, o Residencial Lisboa é um loteamento com cerca de 800 lotes, inaugurado há um ano, que tornou-se palco de frequentes furtos, roubos de materiais de construção e queimadas.
O professor Alec, descreveu a sensação de desamparo. “Desde a inauguração, a gente vem sofrendo com vários furtos, queimadas e pequenos delitos. E nesse início, a gente está se sentindo um pouco desamparado na questão dos serviços públicos essenciais para a população”, afirmou.
Marcos Roberto de Barros, morador e comerciante da Vila Apolo, que relatou o aumento de furtos e queimadas na região.
“O nosso bairro ali tá tendo muitos furtos que antigamente não tinha, e hoje está tendo bastante.
E problema de queimadas, muitas queimadas”, disse.
As queimadas, muitas vezes criminosas, se alastram rapidamente, causando não apenas a perda de vegetação, mas também um grave problema de saúde pública, especialmente para crianças e idosos que moram próximo, inclusive para a creche da Vila.
A revisão do Plano Diretor é uma peça fundamental para o crescimento ordenado da cidade.
O professor Alec ressaltou a necessidade de incluir, na revisão do plano, a exigência de que as empresas loteadoras forneçam uma infraestrutura mínima de segurança, como um sistema de monitoramento por câmeras, que posteriormente seria cedido à Guarda Civil Municipal de Itapetininga.
“Alguns municípios já têm exigido que as loteadoras coloquem um sistema de monitoramento que depois passa a ser cedido para a Guarda Civil Local. E aí você tem uma cidade inteligente”, explicou.
O professor Alec mencionou a criação de um grupo de vigilância solidária, que tem compartilhado informações e ajudado a inibir a ação de criminosos. Apesar dos esforços, ele reforça a necessidade de apoio especializado.
“Nós não somos especialistas”, pontuou. Pensando no planejamento urbano a longo prazo, a revisão do Plano Diretor de Itapetininga é a oportunidade da população levar suas demandas aos órgãos públicos, como a Prefeitura e a Câmara Municipal, para que a revisão inclua medidas que garantam a qualidade de vida e a segurança nas novas áreas de expansão da cidade.
Veja a entrevista completa.


