Em um mundo cada vez mais conectado e dominado pelas mídias sociais, os desafios à saúde mental de todos, especialmente de jovens e adolescentes, se tornam pauta constante.
O excesso de informação, a exposição a padrões de beleza inalcançáveis e a pressão por engajamento são apenas alguns dos fatores que contribuem para o aumento da ansiedade e da depressão. Diante desse cenário, a leitura surge como uma das soluções mais eficazes.
Projetos para todas as idades
A notícia boa fica por conta do SESI de Itapetininga, que trouxe a cidade várias iniciativas que visam incentivar o hábito da leitura na comunidade.
Para a bibliotecária Kelly Andrade, é importante “instigar” o prazer na leitura desde a infância. “Antes de ser um hábito, a leitura precisa ser um prazer”, enfatizou.
O SESI de Itapetininga oferece um projeto fixo de leitura para crianças, onde semanalmente elas podem levar um livro para casa e compartilhar a experiência com a família. Além disso, as sessões de contação de histórias ampliam o repertório e motivam os pequenos leitores a explorar diferentes gêneros e autores.
Segundo o coordenador de relações com a indústria e comunidade, Gustavo Gorsky, um dos compromissos do SESI é levar programas de sucesso para outros municípios.
Ele mencionou o projeto “Para Ler e Crescer”, lançado em 31 de julho, que visa doar 1,8 milhão de livros de literatura para mais de 400 municípios parceiros em todo o estado. Itapetininga, inclusive, está entre as cidades contempladas.
O programa é direcionado a crianças do 1º ao 9º ano, e o material didático oferecido aos professores complementa o trabalho em sala de aula.
O poder do livro físico e a importância do senso crítico
Thaís Dantas, Mediadora Cultural do SESI de Itapetininga, reforçou a importância do livro físico na era digital. Ela explicou que a leitura de um texto impresso exige uma elaboração mental diferente do consumo rápido e imediato de conteúdo nas redes sociais.
A Feira de Troca de Livros, que já se tornou uma tradição no SESI, é um exemplo do sucesso do livro físico. O evento, que começou com 200 exemplares trocados, já alcançou a marca de 400 trocas em meses subsequentes.
A contação de histórias, a Tertúlias Literárias e o novo espaço de leitura com puffs e almofadas são outras iniciativas que buscam desmistificar a leitura, mostrando que ela não é apenas uma atividade acadêmica, mas também uma fonte de prazer e de pertencimento social.
Para Kelly, Thaís e Gustavo o trabalho de incentivo à leitura deve ser em conjunto.
Eles destacam a importância da família, da escola e da comunidade em geral no processo de formação de leitores.
A leitura, além de estimular a criatividade, o pensamento crítico e a imaginação, é um poderoso antídoto para a aceleração imposta pelas mídias digitais.
Centro Cultural SESI, um espaço que abriga a leitura
Recentemente, o SESI de Itapetininga se tornou um Centro Cultural, ampliando sua programação e oferecendo atividades gratuitas de quarta a domingo.
Além da feira de troca de livros e das tertúlias, o público pode desfrutar de espetáculos de dança, teatro, cinema e música. O novo espaço de leitura, com livros disponíveis gratuitamente, também é um convite para a comunidade ocupar o SESI e vivenciar a cultura de forma acessível e prazerosa.
O Centro Cultural também oferece visitas guiadas para escolas e grupos, além de exposições de arte.
Gustavo também ressaltou a importância da educação para jovens e adultos, um programa 100% gratuito que pode ajudar aqueles que não concluíram os estudos a dar um bom exemplo aos filhos, incentivando a leitura em casa. A mensagem final é clara: a leitura é para todos, e o SESI de Itapetininga está de portas abertas para receber a comunidade e contribuir para a formação de uma sociedade mais crítica e engajada.
Veja a entrevista completa.


